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terça-feira, 17 de julho de 2012

For you



Confesso que sinto falta dos sábados regados de sorrisos, dos nossos passeios que viravam roubadas, daquelas vozes me chamando de pequena. Confesso que meus dias eram pálidos, mas as noites brilhavam, nunca me faltava um ombro pra chorar. Confesso que eu sabia o que queria da vidam e que a vida era um tanto mais divertida. Confesso que sinto falta dos nossos sábados a noite, com vocês, meus amigos.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

I Can't Stop


É preciso parar, encontrar os defeitos, reeleger os eleitos. É preciso parar, entender de onde veio, saber por onde começar a mudar. É preciso parar? Impossível. O tic - tac do relógio não para nem me deixa descansar.  

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Happy Day



Então eu percebi o quanto meus sentimentos têm me dominado, o quão vulnerável meu coração está. Claro, os sentimentos ruins são os que predominam: medo, solidão, tristeza, decepção; e é justamente nesse momento que as decisões se tornam firmes - até que os nervos esfriem, o cérebro volte a funcionar e seu coração se dê conta de que era um surto.
É agoniante analisar que os pensamentos ruins são avassaladores e funcionam como imãs. Se me pedissem uma dica eu diria para não deixar os maus sentimentos se alojarem, porque, ora, quanto mais houver mais se multiplicarão. Eles parecem ter uma força maior que os sentimentos bons, parecem atingir-nos mais ainda. Aconteceu que eu tive um final de semana MARAVILHOSO, experimentei sensações incríveis, me senti como há muito não me sentia: FELIZ. Eu não posso, eu não quero, eu não vou deixar esses fracos sentimentos tomarem conta de mim.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Fragmentos



Eu, antes, divagava sobre contos de fadas - apenas meus amores mistificados em magia e romance. Hora da fantasia ir para dar lugar a realidade: nem tão boa, nem tão ruim. Hoje, porém, divago esse presente que é futuro incerto, coisas destrutivas pro depois, cultivo medo enraizado e dores posteriores. Mais uma fuga, a final, tudo aquilo que imaginamos antes, não é tão doloroso depois.

domingo, 1 de janeiro de 2012

A New Year


Na verdade, eu não quero nada demais, sem excessos e sem exageros.
Toda minha vontade para este novo ano se resume em ser cada vez mais eu. Não sendo egoísta e parando de pensar nos outros, não dessa forma. Eu quero mais é me expressar, fazer as coisas que gosto e me amar, quero dar valor ao que realmente importa e deixar o resto pra depois, eu quero unir meu passado e meu presente para que meu futuro seja forte e construtivo. Hora de crescer, parar de chorar pra fazer, de saber me impor sem manhas e de mostrar que posso sim, tudo o que me disseram que eu não ia conseguir.
Não, não pense em coisas grandes, nesse ano eu quero ser feliz nos detalhes.

*Que o ano de todos nós seja melhor que o que passou.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

About Sadness and Others


Poucas amizades perduram além do tempo. Será que a nossa se enquadra nessa exceção? Eu só chorava, enquanto você só sorria.  Foi em meados de 2006, éramos duas crianças; cinco anos faz muita diferença quando se trata de crescimento. Você sempre foi amigo para todas as horas: sol, chuva, com ou sem dinheiro e até nos dias de TPM. Mas eu sabia que se você não estivesse aqui seria por outra, uma outra qualquer  ou uma outra que amava - não importa. O que importa é a falta que você faz, a falta da sua alegria constante e dessa sua raça marcante (você é meu tipo A). O que realmente importa é se nossa amizade ainda existe e se vai resistir.

domingo, 2 de outubro de 2011

Why you have to go?


Tolos são aqueles que não conseguem aproveitar o que tem. Parabéns pra mim - que me encaixo na descrição. Foi uma presença inigualável, havia tempo que eu não sabia o que era ter amigos por perto, falar besteiras, discutir assuntos sérios e fazer tudo fazendo nada. Teve lanche, queimadura, filme, polêmica, dúvidas, filmes ruins, sonhos revelados, mania de limpeza. Mas, infelizmente, foi um final de semana de muita dor, de brigas desnecessárias, irritabilidade repentina e completa insatisfação. Peço desculpas por tudo, só não sei dizer se essa sou eu. 

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Obrigada


Era frio, vazio e dolorido, mas quando vira flores não damos valor. Tudo não passa de um grande teste e você tem que provar que merece e que pode dar conta do que vier. E você pode. São anos tentando e sofrendo, procurando onde jamais encontraria, então basta um sorriso alheio pra descobrir o seu motivo de sorrir. 

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Um mês para viver


Como ter uma vida plena? Viver apaixonadamente, amar completamente, aprender humildemente e partir corajosamente: esses são os princípios adotados no livro (e na vida) de Kerry e Chris Shook - Um Mês Para Viver.
Comecei a ler o livro porque mudar a visão de vida em um mês era, para mim, uma proposta quase que impossível, e continua sendo. São lições profundas e complexas de absorver. Talvez, você ao ler não concorde comigo por aplicar esses ensinamentos desde que se entende por gente, mas fazer a vida se tornar mais prazerosa não me parecia uma tarefa fácil. São coisas demais acontecendo no mundo e dentro de nós, uma convergindo com a outra. As pessoas estão cada vez mais fracas e suscetíveis as facilidades do mundo moderno, enquanto o caráter, os valores espirituais, e os sentimentos estão cada vez menos presentes no dia-a-dia. Acreditar que há algo muito maior que o ser humano, e entender que temos uma missão na Terra pode não agradar a muitos. A final, como se entregar ao que não conhecemos? A resposta: fé. Fé naquilo que você quiser. Mudar o mundo não é fácil, mas é preciso um ponto de partida: você. Só assim os ensinamentos e as conquistas vão prevalecer além da vida. Mudar não é fácil e eu já sei por onde começar e com quem começar.

E até hoje ainda me pergunto
Por que eu, justo eu? Eu não sei por que eu, se eu não sei nem falar?
Por que eu? Eu não sei
Eu só sei que a Ele um dia eu neguei
Mas será que um dia eu vou conseguir encarar quem eu sou de verdade?

Rosa de Saron - Ainda Me Pergunto

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Me again


Eu gosto de ser paparicada, de pão de queijo e beijinho no rosto. Não uso lápis, borrões me incomodam. Se tiver que ir embora, vá: mas não volte - eu rasgarei a página. Dias frios combinam com chocolate meio amargo e chá de camomila. Prefiro ir a praia no inverno, multidões são vazias. Um grito pode trazer serenidade e um abraço iniciar o caos. Algum dia a gente descobre que não é fácil amar  e que o sol não se apaga durante a noite. Todas as vezes que olhar nos olhos de um amigo descobrirá um novo sentimento. Então, quando você menos esperar o mundo se abrirá para você. Mudar é necessário, manter a chama acesa é não desistir. Para provar que não existe meio, nem fim, apenas o infinito.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O Sol, agora, bate do outro lado, e eu aqui sentada, dentro dessa caixa de sapato - que eu chamo de mundo.



Eu sinto vontade da maturidade que vejo as pessoas adquirirem com o tempo, da visão de mundo que elas absorvem, da certeza de quem caminho seguir e da falta de medo.Medo. Palavra que me persegue.
Porque se eu pudesse não me importar, não seria eu.
Eu sinto falta da maturidade que nunca tive...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010


Eles pensam que é tudo culpa de uma glândula, mas nós sabemos que o culpado é um músculo.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Elas e Ele - Parte 4



Foi atordoante ouvir aquela pergunta. Ali estava minha melhor amiga me questionando se seu ex-namorado estava dando em cima de mim. Mas no ponto em que as coisas chegaram eu poderia mentir? Tanta coisa já tinha acontecido e com certeza Mel já tinha percebido. Ela era minha melhor amiga.
- Não se preocupe, Lia. Eu vou embora logo e já não sinto nada por ele.
No início foi constrangedor, tanto para mim quanto para Mel, as mesmas pessoas que a haviam visto com Lucas, estavam me vendo com ele agora.
Com o tempo, as coisas foram se acertando, eu e Lucas, os problemas na casa de Mel.
Veja bem, tudo tem um fim.
Lucas e eu tivemos o nosso. Só...aconteceu...Sem mais nem menos.
Então, nossas vidas voltaram ao normal, nós três.
Mel e eu continuávamos inseparáveis. Nossa amizade já suportara tanto e nós sabíamos que ainda havia muitas barreiras para ultrapassar. Nós enfrentaríamos o mundo juntas.
A final, eles vão, mas elas... ficam.

Parte1

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Elas e Ele - Parte 3

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Como era de se esperar Mel terminou com Lucas. Ainda faltava muito tempo para ela partir e ele não queria romper agora, mas ela não queria se envolver mais e mais...
Não demorou muito e eles se afastaram, não por rancor ou ressentimento, mas pelo tempo. Cada um voltou para sua rotina antiga. A não ser pela minha amizade com o Lucas, que crescia a cada dia...
Era comum nos falarmos pela internet e até nos ligarmos. Eu comecei a perceber algo diferente em nós, muitas vezes nossas conversas tomavam rumos diferentes.Caminhos perigosos.
Mel não se incomodava com a amizade entre mim e Lucas, pelo contrário, sempre perguntava dele. Até que um dia ela foi dormir em casa. Estávamos colocando os pijamas quando mel perguntou:
- Lia?
- Sim, Mel?
- Lucas está a fim de você?

Continua...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Lembranças


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Desculpe-me, sei que não cumpri minha promessa de ligar, mas, ao contrário do que você pensa, eu não esqueci.
Lembro-me de todas as manhãs em que nos víamos, de todos os intervalos que passávamos dentro da sala de aula, longe das outras pessoas. Recordo, exatamente, de todos os abraços, de cada lágrima, cada carta e cada sorriso.
As noites frias em que cantávamos e tocávamos em frente a sua casa, os tombos na quadra de areia, os dias que saíamos da escola a não voltávamos antes do anoitecer, os filmes e os brigadeiros: todas essas lembranças continuam bem aqui, dentro de mim.
Acredite, tive um motivo para não discar os números que me levariam até você. Eu finalmente entendi que por mais que nós mantenhamos contato, o passado não volta.
Não adianta ligar, mandar mensagem, escrever e-mails. Com o tempo nós nos tornaremos dois estranhos, nós seremos diferentes demais para levarmos uma vida paralela, estaremos mantendo uma ligação que já não existe.
Então, agora, quero que deixe o futuro para depois. Apenas esqueça.
Só lembre e pense no passado, aquele que vivemos nossos melhores dias. Nunca me esqueça.
Porque eu nunca irei esquecer vocês: meus amigos...

sábado, 1 de maio de 2010

Elas e Ele - Parte 2

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Com o tempo nós três ficávamos cada vez mais próximos.
Desde que Mel e eu havíamos nos conhecido ela nunca demonstrara interesse em alguém então, por que atrapalhar não é?
Eu me sentia como a melhor amiga do namorado da minha melhor amiga. Confuso, não é? Acredite, as coisas pioram...
Lucas e Mel estavam realmente juntos, não assumiram nenhum tipo de rótulo, mas era público.
Foi uma fase boa, tudo acontecia como nos começos de relacionamentos.
Eles se davam bem, se gostavam, se entendiam, as coisas iam bem para eles, mas não para Mel.
Eram tempos conflituosos em sua casa. Logo ela teria uma mudança, uma mudança radical. Mel iria morar com seu pai em outro país.
Até hoje me lembro de como ela estava arrasada com isso. Justamente na fase mais complicada da vida (a adolescência), ela teria de recomeçar. Uma nova família, novos amigos, nova casa...mas e Lucas?

Continua...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Fake

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Pode parecer idiota, mas eu ainda não me conformo. Eu realmente confiava nela.
Nós éramos como irmãs, havíamos crescido juntas e para todos que perguntavam – ou não – a resposta era: “- Essa é minha irmã.”
Eu, como irmã mais velha, deveria aconselhá-la – como fiz muitas vezes – mas, de quem seria a culpa se ela não ouvisse?
Meus segredos já não eram empolgantes, minha vida não estava agitada o suficiente. Ela precisava de mais. Mais do que eu poderia oferecer.
Foi então que sua máscara caiu. Aos poucos ela se mostrou tudo o que dizia abominar.
“Nosso maior defeito é exatamente aquilo que menos gostamos nos outros”. Quem nunca ouviu isso?
É difícil acreditar, mas basta analisar os fatos – passados e presentes- para perceber que é real. As amizades dela, agora, lhe proporcionam status e comodidade. Um comodismo que sua família não pode fornecer e sim, ela é famosa. Uma fama que eu fico grata de não ter.
Hoje está claro, era a “amizade” dela em troca de tudo o que ela não tinha.
Eu, sinceramente, espero que em algum momento ela se de conta do erro. Para o seu próprio bem.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Elas e Ele - Parte 1

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Naquela época, nossa amizade completaria dois anos. Nós nos conhecemos em um curso e desde então ficamos amigas inseparáveis. Porém, éramos totalmente diferentes.
Ela era tímida, nunca chegava atrasada às aulas, adorava livros de romance, era meiga, delicada, e escutava MPB. Seu nome é Mel.
Eu? Bem, eu era o contrário: faladeira, extrovertida, desencanada, não perdia um filme de aventura e amava Rock, e me chamo Lia.
No dia da nossa colação de grau, nós e uma galera saímos para comemorar. E como toda boa festa, havia bebidas, música, comida e claro, garotos. Um garoto, na verdade. Lucas.
Ele era primo de uma amiga nossa. Eu já o conhecia, mas pouco conversávamos. Mel e ele se conheceram naquela noite.
Foi tudo tranqüilo. Nós três passamos a noite juntos. Lucas e eu tínhamos muita coisa em comum e eu havia gostado dele, mas de alguma maneira, eu notei que ele e Mel estavam interessados um no outro.


Continua...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A dor da perda

Há muitas maneiras de perder alguém.
Podemos perder um avô ou uma avó de causa natural, um tio por alguma doença grave, um primo em um acidente, um irmão vítima de bala perdida. Mesmo com situações fatais tão diversas, a dor da perda é impactual, intensa.
Quando alguém que amamos nos deixa de forma repentina, ou não, este fato nos acompanha durante todo o curso de nossas vidas. É um sentimento que pode causar traumas, demorar dias, meses e até anos para amenizar, e assim conseguirmos aceitar o fato.
Já quando perdemos um namorado, ou o amor de nossas vidas, é uma dor alarmante, uma dor que sufoca, mas que depois passa. Esse tipo de dor se esvai quando nos damos conta de que amar desta maneira corroe e desgasta, algo que pode transformar o amor em ódio.
Não se preocupe, o ser humano é capaz tanto de amar a vida inteira quanto de ter vários amores durante a vida.
Mas e quando perdemos alguém com a qual não temos laços sanguíneos, mas amamos tanto, como se fosse seu amor eterno? Uma perda gradual e, às vezes, turbulenta. Alguém que está com você desde que você se entende por gente, que sabe seus segredos, seus maiores medos, os sonhos mais profundos, os desejos mais intensos. Uma pessoa que está ali mesmo quando você está de TPM, ou não para de falar a mesma coisa o tempo inteiro? Vocês, que já não têm as mesmas opiniões, que já não gostam das mesmas músicas, que não entendem o bem querer por ambos... Como suportar a dor de seguir um caminho diferente do seu amigo? Aquele que se transformou em algo tão obscuro, que nem você consegue tirá-lo das sombras?

Texto: Rhanna Ramos
Revisão: LeneFernandes