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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Grow up

Eu posso não ser a filha perfeita, mas sempre fiz tudo com responsabilidade: nunca fumei, o máximo de bebida que tomei foi um copo de vinho, me mantive longe de problemas com a polícia, sempre tive notas boas e em nenhum momento relaxei ao pensar no meu futuro.
Posso ter reclamado, mas agradeci muito mais. Errei inúmeras vezes e desobedeci outras, mas que filha não desafia a mãe pelo menos uma vez na vida?O desafio mostra o novo.
Nunca fui baladeira, apesar de não gostar da monotonia.
No entanto, tudo o que eu consigo ouvir dela é "não" e quando questiono ela diz que me comporto como se tivesse quinze anos e que só faço minhas vontades para provocá-la.
Eu sei a resposta pra isso tudo: quando eu tinha quinze anos eu estava preocupada demais em fazer tudo certo, em agradar, em buscar um rumo pra vida - o rumo que ela não teve.
Hoje, as coisas que ficaram para trás me fazem falta, quantas privações já sofri por estar estudando, ou tentando entender o mundo...
Só aqui eu percebo o meu motivo da vida.

domingo, 6 de junho de 2010

Heart


Por favor, peço que me perdoe , não me condene.
Sei que você não entende o porquê de tudo isso, mas confie em mim, é para o nosso bem. Estou pensando em ambas as partes.
Tenho me mantido longe de quaisquer indícios de problemas, de sentimentos que podem nos fazer mal – carinho, atração, olhares , sorrisos e até mesmo a carência. Eles são nossos maiores inimigos, nos fazem acreditar, iludir e depois ficamos assim, em pedaços.
Muitas vezes me proíbo de sonhar, justamente para não cometermos os mesmo erros. Não gosto de contos de fadas, prefiro amores que durem mais que algumas páginas.
Algum dia, poderemos acreditar de novo, nos entregar perdidamente, amar incondicionalmente, mas não como antes, será diferente. Estaremos nos braços de quem nos quer por inteiro e verdadeiramente. Mesmo que as marcas do passado ainda estejam lá.
Não se preocupe, estamos seguros dentro do nosso casulo, fora do mundo real.
Não posso me permitir te machucar mais uma vez. A final, quando tudo acaba, quem suporta as dores é você. Não é, Coração?

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Just a Child



Para alguns, eu posso estar sendo dramática. Outros, talvez, me entenderão.
O fato é que estou prestes a completar 20 anos. Seria lindo se não fosse trágico.
Ok, trágico é uma palavra exagerada. O termo “frustrante” se encaixaria melhor.
Todo ano eu espero, ansiosamente, pelo dia mais lindo do ano, o dia dos namorados, meu aniversário. Mas, em 2010 eu só queria poder adiar esta data.
Tudo está indo tão rápido que eu gostaria de ir mais devagar, ou até mesmo parar.
Desde que eu tinha quinze anos, minha vontade era sair de casa assim que eu atingisse a maioridade. Como se fosse fácil assim. Só descobri que não era simples quando já estava com dezoito anos.
Bem, conseqüente a essa “decepção”, outras vieram. Não fui para a faculdade quando acabei a escola e, a principal serventia do meu curso de nutrição, foi me certificar de que eu não seguiria aquela profissão.
Claro, não foram anos perdidos. Sei que tudo tem um lado bom, mas infelizmente , esse ponto de vista não me ajudou a sair do lugar.
Já não posso reclamar do meu emprego (agora sou funcionária pública), e finalmente iniciei meu curso de teatro. Essas são, com certeza, as melhores coisas que me aconteceram. Porém, ainda não são suficientes, terei de adiar meus planos mais uma vez.
Eu estou frustrada com tudo o que deixei de fazer nesses longos anos. Se pudesse, voltaria aos meus 11 anos e faria tudo o que não fiz.
Mas como explicar a uma criança que ela precisa amadurecer, e tão rápido?

sábado, 29 de maio de 2010

Maybe

weheartit


Talvez, meu maior defeito tenha sido querer demais e não querer nada.
Talvez, eu não tenha sido suficiente: bonita, inteligente, companheira...
Pode ser que eu não tenha ligado vezes bastantes, ou que minha voz não fosse a sua preferida.
Provavelmente, meus abraços não te aqueciam e nossos olhares não completavam a conexão.
Quem sabe meu toque não te despertava e eu não era a garota da sua vida.
Suposições..
Mas de uma coisa eu tenho certeza: eu fui eu mesma com você.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Change - Parte 3



Eu continuei caminhando assim, as crises diminuíam, mas a dor ficava.
Cometia sempre os mesmos erros, as mesmas tolices, fazia as mesmas perguntas, chorava pelas mesmas pessoas e desistia, exatamente, no mesmo ponto.
Eu não cresci, não amadureci e não aprendi a viver.
Hoje, eu vejo meu passado de um modo crítico, algo que precisa ser recuperado para que eu possa seguir adiante. E o pior, sei que se eu não mudar, minha vida sempre será morna, mais-ou-menos, nem boa e nem ruim. Eu quero mudança e agora.
Ps: Como diria minha querida professora de teatro "Você tem a chave para todas as caixinhas que estão dentro de você"

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Change - Parte 2


weheartit

Em partes, eu voltei a ser como era.
Passei a estudar no período noturno e fazia um curso de período integral que, por acaso, eu amava.Não só as matérias, mas também as pessoas e o lugar. Tudo continua vivo em mim.
Mas eu estava incompleta. Meus sentimentos eram bombas prestes a explodir, meus dias eram conflituosos entre a felicidade e a tristeza.
Para minha sorte, eu sempre tive pessoas para me ajudar:
Meus amigos, que me entendiam e me davam suporte quando eu ameaçava desabar.
Minha família. Essa era a parte complicada. Eles tentaram me ajudar durante muito tempo, mas eu não conseguia me abrir e em casa, meus sentimentos eram entendidos como mal-humor, ou melhor – ainda são, e eu saio como chata.
Anos se passaram e as coisas foram piorando. Minha indecisão continuava e meu mal-humor também. Eu estava cada vez mais perdida.



Continua...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Change - Parte 1

weheartit

É impossível saber, exatamente, quando tudo começou.
Não há data fixa, as pessoas simplesmente crescem e amadurecem – ou não.
Eu tinha mais ou menos quinze anos quando percebi as alterações.
Eu, que era tão decidida quanto à minha profissão, agora estava vacilante. Estudar, que sempre fora rotina, virava tédio. Todo o meu querer se resumia em diversão e amigos. Era uma diversão saudável, mas que me afastava das coisas realmente importantes.
Talvez tenha sido nesse ponto que minha família passou a integrar o “segundo plano”, mas nem se quer percebi. Eram brigas e mais brigas, contraste de opiniões, e estava tão cega que não aceitava uma resposta negativa – coisa de criança mimada, algo que nunca fui.
Lembro-me claramente do dia em que briguei com todos os meus amigos de uma vez só. Sim, todos. Só mais tarde fui perceber que algumas amizades eram verdadeiras.Mas ainda assim, foi horrível. Eu odeio brigar com as pessoas, não gosto de pedir desculpas.Não por orgulho, mas simples palavras não me impediriam de repetir o ato. O que seria péssimo.
Bem, nada dura para sempre.
O tempo foi passando, as brigas diminuíram e eu percebi que a vida não era só o meu mundinho. Tudo ficou estranho e confuso.

Continua...

quinta-feira, 6 de maio de 2010


E eu estou tão cansada. Só queria dormir....


quinta-feira, 29 de abril de 2010

Fake

weheartit


Pode parecer idiota, mas eu ainda não me conformo. Eu realmente confiava nela.
Nós éramos como irmãs, havíamos crescido juntas e para todos que perguntavam – ou não – a resposta era: “- Essa é minha irmã.”
Eu, como irmã mais velha, deveria aconselhá-la – como fiz muitas vezes – mas, de quem seria a culpa se ela não ouvisse?
Meus segredos já não eram empolgantes, minha vida não estava agitada o suficiente. Ela precisava de mais. Mais do que eu poderia oferecer.
Foi então que sua máscara caiu. Aos poucos ela se mostrou tudo o que dizia abominar.
“Nosso maior defeito é exatamente aquilo que menos gostamos nos outros”. Quem nunca ouviu isso?
É difícil acreditar, mas basta analisar os fatos – passados e presentes- para perceber que é real. As amizades dela, agora, lhe proporcionam status e comodidade. Um comodismo que sua família não pode fornecer e sim, ela é famosa. Uma fama que eu fico grata de não ter.
Hoje está claro, era a “amizade” dela em troca de tudo o que ela não tinha.
Eu, sinceramente, espero que em algum momento ela se de conta do erro. Para o seu próprio bem.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Contrastes

Tudo era mais quente com você aqui, de fato.
Eu, com minha pele gélida, podia sentir o sangue correndo em suas veias a cada toque nosso, por mais sensível que fosse.
Eu adorava o contraste da sua mão, morena e macia, com a minha, pequena e pálida.
A cada sorriso seu o dia iluminava como se houvessem holofotes sobre mim, e eu me sentia segura.
Então você sentava no sofá para jogar vídeo-game e eu me recostava em seu colo para ler um livro.
Era sempre assim. Calmo. Quieto.
Mas bastava um olhar...
Tudo era mais quente com você aqui, de fato.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Retrato



Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha esse coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?


Cecília Meireles

terça-feira, 23 de março de 2010

weheartit

As coisas estão um tanto diferentes nos últimos tempos. Como se a temperatura não passasse dos 0º C, todos os dias parecem nublados (será que ainda existe um Sol?), e as cores deixaram de ser múltiplas e se transformaram em tons de cinza.
Um cinza apagado, manchado, borrado de tristeza e dor.
Eu costumava dizer que, apesar dos meus pés e mãos serem frios, meu coração ardia em chamas. Agora, porém, o fogo está se apagando e dando lugar ao gelo, que por ser duro, me impede de sentir.
Estou sem forças, meu ânimo se esvai e parece não querer voltar. Por mim, eu apenas dormiria o dia inteiro. Quem sabe, assim, esse cansaço de quem carrega o mundo nas costas, passaria.
Estou doente. Uma doença que fere a alma, mas abate o corpo.
Os médicos a denominam como depressão.
Texto: Rhanna Ramos
Revisão: Lene Fernandes

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Busca


Quem sou...
Já não sei quem sou.
Perdida entre as sombras do passado,
nas ruas tão escuras onde estou...
Perdi meu próprio Eu.
Já não me encontro.
Buscando ser feliz num mundo meu,
Somente me roubou quem tanto amei.

Morrer, sei bem não me convém,
Ainda que da vida já cansei.
Aos dias, seguem-se noites tão vazias.
E ás noites, tantos dias já nems sei.
Irei porém a caminhar,
Buscando a luz perdida no infinito.
Talvez consiga amor de tanto amar,
Talvez consiga um dia
O próprio Eu perdido, encontrar.


Maria Beatriz Campos
[Foto]