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segunda-feira, 11 de junho de 2012
Vamos Falar de Solidão
Desculpa minhas falhas, mas eu tô precisando de paz
Desculpa meus medos, meus choros nas conversas sérias
Me desculpa, amor
Mas na verdade eu preciso de algo mais
Eu sou mesmo muito exigente, muito complexa
Não posso ser assim tratada
Como um ponto de interrogação
Como uma falha no pensamento, como uma coincidência à toa
Não posso viver assim
Porque eu sou feita toda de paixão.
Eu queria mesmo é ser essa poesia rabiscada nas tuas costas
Viver nessas músicas que a gente adora
Eu tô mesmo procurando meu caminho, que pode ser também o seu
E descobrir qual é o meu lugar por aqui.
Que saudade de você, amor.
Por Isadora
Blog: Além do que se vê ( http://iisafidelis.blogspot.com.br/)
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Eu Vezes Eu
"Certa vez, disseram que sou uma garota especial, e que todos os meus sonhos cruzariam a linha do meu destino. O problema é que eu não acredito nessas coisas, eu acredito nas atitudes e na falta delas. Chega de palavras clichês que descreverem sentimentos idênticos.
Efêmero, intuitivo e explícito.
Depois que descobri o fim da eternidade, criei uma máquina do tempo imaginária. E eu volto toda vez que sinto falta. Qual é coração? Essa é a verdade, nós sabemos que você não precisa disso. E se eu fingir? Eu posso.
E se eu arriscar? E se for loucura? Uma hora, sobra pedaços de tanto faltar.
A cor da minha unha não diz nada sobre mim. Eu me irrito fácil. Não tenho paciência para devaneios forjados, sinto vontade de vomitar toda vez que fingem tolice para se tornarem o centro do mundo – dos idiotas?
Vivo entre um amor e outro. Entre borboletas e morcegos, e pequenos vácuos. Com a incerteza de saber, que às vezes ainda me esqueço pra esquecer alguém. Tudo culpa dessa minha mania de achar que posso enxergar sentimentos ocultos. Noutras vezes, da minha constante perseguição pelo que não existe. Que seja.
Basta desse medo de não ser tudo aquilo que aparento ser.
Nem as estrelas do céu estão onde realmente parecem estar."Por: Bruna Vieira - Depois dos Quinze
domingo, 10 de abril de 2011
Para Não Sentir Dor
Para não sofrer eu vou me drogar de outros, eu vou me entupir de elogios, eu vou cheirar outras intenções. Vou encher minha cara de máscaras para não ser meu lado romântico que tanto precisa de um espaço para existir ridiculamente.
Não vou permitir ser ridícula, nem uma lágrima sequer, nem um segundo de olhar perdido no horizonte, nem uma nota triste no meu ouvido. Eu sei o quanto vai ser cansativo correr da dor, o quanto vai ser falso ignorar ela sentada no meu peito. Mas vou correr até minha última esquina. Vou burlar cada desesperada súplica do meu coração para que eu pare e sofra um pouquinho, um pouquinho que seja para passar.
Suor frio da corrida, sempre com sorriso duro no rosto e o medo de não ser nada daquilo que você me fez sentir que eu era. Muita maquiagem para esconder os buracos de solidão. Muita roupa bonita para esconder a falta de leveza e de certeza do meu caminho.
E por que vendo tanto meu corpo e tão pouco minha alma? Porque quero ver você comprando o que realmente quer e não enganando querer para levar a promoção.
Cansei das promessas de compra e das devoluções gastas do meu corpo. Cansei de expor minha alma se no fim tudo acaba mesmo. Então tá aqui ó: peitinhos, coxas, barriga e o buraco que você tanto quer.
Leve de uma vez e me engane por alguns dias. Você é igual a todos os outros e todos os outros são: lixo. O amor não existe, e, se existe, não dura pra sempre. E, se não dura pra sempre, não é amor. E nada dura pra sempre. E então o amor não existe.
Estou amarga com simplicidade, e isso é relaxante já que vivo cheia de complicações. A amargura é muito mais simples que a esperança. Estou triste do tamanho do buraco sem vida que você deixou em mim, uma concavidade sonhadora que ainda pulsa um desejo que ao mesmo tempo enoja.
Ainda sinto você aqui dentro e toda a energia boa de vida que esta lembrança poderia gerar em mim, mas essa energia sem escape, sem válvula, sem história, essa energia inocentemente transformada em ódio, só carrega ondas que me corroem por dentro.
Mas para não sentir dor eu vou jurar ao último ouvido do meu universo o quanto você é descartável. O quanto sua molecagem não permitiu nenhuma admiração de minha parte.
Para não sofrer não vou permitir minha cabeça no travesseiro antes do cansaço profundo e sem cérebro. Não vou permitir admirar coisas da natureza porque talvez eu me lembre de você ao ver algo bonito.
Não vou permitir silêncios porque é aí que o meu fundo transborda e a tristeza pode me tomar sem saída. Eu vou continuar deixando a minha cabeça me martelar porque toda essa confusão é ainda menos assustadora do que a calmaria da verdade.
A verdade é a frieza do mundo, é a podridão dos desejos, são as mentiras que a gente inventa para os outros e acaba acreditando. A verdade é que mais cedo ou mais tarde você será traído, porque todo mundo tem medo de viver a entrega. A verdade é que ninguém se entrega porque ninguém se tem. A verdade é que não estamos aqui, estamos em algum lugar seguro vivendo nossas vidas medíocres. A verdade é que todo esse perfume é vergonha de nossa essência, todas essas marcas são vergonha do nosso corpo, todo esse charme despretensioso é vergonha de nossas fraquezas. A verdade é que nada é inteiro porque até o inteiro para ser todo precisa ter seu lado vazio. A verdade é que não dá para fugir da dor, e eu continuo correndo, correndo, correndo e não saindo do mesmo lugar.
Tati Bernardi.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Foram bons dias e tentativas nem um pouco sutis de que não parecesse nada - não era - até que sumisses de novo. Já era previsto, desde o inicio falávamos das tuas mulheres e dos teus planos e qualquer um que alguma vez já tenha trocado duas palavras contigo sabes que não és de nunca serás de ninguém senão de ti mesmo. Mas foi engraçado poder ter uma perspectiva de como ages por dentro da carcaça inventada, os modos tão carinhosos e doces que poucas vezes alguém já teve comigo.
Porque naquele momento eu te servia, e tu me servias, então estávamos bem. Eu podia acordar no meio da madrugada com tua boca na minha, querendo atenção. Travar batalhas contra o teu desejo que me impedia de pegar no sono. E depois que cochilássemos, a ressaca dos cigarros da noite anterior me faria hesitar antes de levantar a buscar água, e depois poder comemorar a glória poser então sentar ao teu lado e observar teu sono tranqüilo. E como éramos iguais, almas gêmeas. De repente e sem menos ou mais, descobrir quer não era bem assim, e em ambos os lados havia alguém especial, e não éramos feitos um para o outro, mas um do outro, um como o outro, irmãos.
E ali, naquela cama, num adeus silencioso enquanto dormias, aquele era o nosso fim.
By @lovemaltine
terça-feira, 13 de julho de 2010
A Primeira vez

Você sempre me disse que sua maior mágoa, era eu nunca ter escrito um texto sobre você. Nem que fosse te xingando, te expondo. Qualquer coisa. Você sempre foi o único homem que me amou. E eu nunca te escrevi nem uma frase num papelzinho amassado. Você sempre foi o único amigo que entendeu essa minha vontade de abraçar o mundo quando chega a madrugada. E o único que sempre entendeu também, o porque de eu dormir chorando, porque era impossível abraçar sequer alguém, o que dirá o mundo. Outro dia eu encontrei um diário meu, de 99, e lá estava escrito “hoje eu larguei meu namorado sentado, e dancei com ele no baile de formatura”. Ele, no caso, é você. Dei risada e lembrei que em todos esses anos, mesmo eu nunca tendo escrito nenhum texto para você, por diversas vezes larguei vários namorados meus, sentados, e dancei com você. Porque você é meu melhor companheiro de dança, mesmo sendo tímido e desajeitado. Depois encontrei uma foto em que você está com um daqueles óculos escuros espelhados de maconheiro. E eu de calça colorida daquelas “bailarina”. E nessa época você não gostava de mim porque eu era a bobinha da classe. Mas eu gostava de você porque você tinha pintas e eu achava isso super sexy. E eu me achei ridícula na foto, mas senti uma coisa linda por dentro do peito. Aí lembrei que alguns anos depois, quando eu já não era mais a bobinha da classe e sim uma estagiária metida a esperta que só namorava figurões (uns babacas na verdade), você viu algum charme nisso e me roubou um beijo. Fingindo que ia desmaiar. Foi ridículo. Mas foi menos ridículo do que aquela vez, ainda na faculdade, que eu invadi seu carro e te agarrei a força. Você saiu cantando pneu e ficou quase dois anos sem falar comigo.
Eu não sei porque exatamente você não mereceu um texto meu, quando me deu meu primeiro cd do Vinícius de Morais. Ou quando me deu aquele com historinhas de crianças para eu dormir feliz. Ou mesmo quando, já de saco cheio de eu ficar com você e com mais metade da cidade, você me deu aquele cartão postal da Amazônia com um tigre enrabando uma onça.
Também não sei porque eu não escrevi um texto quando você apareceu naquela festa brega, me viu dançando no canto da mesa, e me disse a frase mais linda que eu já ouvi na minha vida “eu sei que você não gosta de mim, mas deixa eu te olhar mesmo assim”. Talvez eu devesse ter escrito um texto para você, quando eu te pedi a única coisa que não se pede a alguém que ama a gente “me faz companhia enquanto meu namorado está viajando?”. E você fez. E você me olhava de canto de olho, se perguntando porque raios isso acontecia com você. Talvez porque mesmo sabendo que eu não amava você, você continuava querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de todas as outras pessoas que diziam estar comigo. Depois você começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar de mim. E eu podia ter escrito um texto para você. Claro que eu senti ciúmes e senti uma falta absurda de você. Mas ainda assim, eu deixei passar em branco. Nenhuma linha sequer sobre isso. Depois eu também podia ter escrito sobre aquele dia que você me xingou até desopilar todos os cantos do seu fígado. Eu fiquei numa tristeza sem fim. Depois pensei que a gente só odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode me xingar quanto você quiser desde que isso signifique que você ainda gosta um pouquinho de mim.
Minhas piadas, meu jeito de falar, até meu jeito de dançar ou de andar. Tudo é você. Minha personalidade é você. Quando eu berro Strokes no carro ou quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo é você. Quando eu coloco um brinco pequeno ao invés de um grande. Ou quando eu fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo é você. Eu sou mais você do que fui qualquer homem que passou pela minha vida. E eu sempre amei infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha, eu escrevi sequer uma palavra sobre você. Até hoje. Até essa manhã. Em que você, pela primeira vez, foi embora sem sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que você simplesmente foi embora. Como se eu fosse só mais uma coisa da sua vida, e que você é cheio dessas coisas. E que você usa para não sentir dor ou saudade. Foi a primeira vez que você me deixou te olhar, mesmo você não gostando de mim.
E foi por isso, porque você deixou de ser o menino que me amava e passou a ser só mais um que me usa, que você, assim como todos os outros, mereceu um texto meu.
Por Tati Bernardi
PS: Peguei o texto no Depois dos Quinze, que alías, está cada vez mais perfeito....
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Me encontre no Banheiro
‘Eu não aguento esperar, você me conhece.’
O único motivo desta carta é justamente essa angústia de ficar sempre em cima do muro. Eu não nasci para meios termos e não é de minha natureza bancar a donzela à espera do príncipe na janela para mais um final feliz, até porque de donzela eu não tenho nem o gênio e você está bem longe de ser um desses príncipes encantados.
Na verdade, eu acho que isso é um ímpeto meu, porque nós não alimentamos nenhum tipo de relacionamento, mas também não somos cegos a ponto de negar qualquer tipo de affair ou sentimento.
Creio que a monotonia tenha sido tamanha, e você já alega que a culpa é da falta de tempo.Essa pode ser a verdade ou só mais um eufemismo para algum defeito meu. Sinto que você tem muitas coisas a fazer, e eu não quero ser um tipo de estorvo, interferir na sua determinação com os meus excessos.
Pode ser também que a última coisa de que eu precise agora é alguém para cortar as minhas asas, mas eu nunca sei. Quero dizer, eu estou em busca de uma aventura e talvez eu não tenha dado o tempo necessário pra você arrumar suas malas e se juntar a mim, mas isso não passa de uma metáfora, é óbvio. Em todo caso, duas pessoas podem querer coisas diferentes.
Vamos poupar o drama: vá atrás das suas prioridades, estudo, seja lá o que for. E quando surgir um tempo, se você resolver sentir minha falta, você tem o meu número.
A gente se esbarra, Nick.
Abby releu a carta notando o relevo da tinta e a estética. Não quis cerimônia: coloco-a debaixo da porta e estalou o salto da bota no piso do edifício com seus passos apressados.
Por alguma ironia inexplicável, não esperava por respostas. Arrumou o sobretudo, deu aquele último gole no café e pegou o metrô ciente de que a sua Odisséia poderia acabar ali mesmo.
By Giovana do blog Eu, Prodigia!
O único motivo desta carta é justamente essa angústia de ficar sempre em cima do muro. Eu não nasci para meios termos e não é de minha natureza bancar a donzela à espera do príncipe na janela para mais um final feliz, até porque de donzela eu não tenho nem o gênio e você está bem longe de ser um desses príncipes encantados.
Na verdade, eu acho que isso é um ímpeto meu, porque nós não alimentamos nenhum tipo de relacionamento, mas também não somos cegos a ponto de negar qualquer tipo de affair ou sentimento.
Creio que a monotonia tenha sido tamanha, e você já alega que a culpa é da falta de tempo.Essa pode ser a verdade ou só mais um eufemismo para algum defeito meu. Sinto que você tem muitas coisas a fazer, e eu não quero ser um tipo de estorvo, interferir na sua determinação com os meus excessos.
Pode ser também que a última coisa de que eu precise agora é alguém para cortar as minhas asas, mas eu nunca sei. Quero dizer, eu estou em busca de uma aventura e talvez eu não tenha dado o tempo necessário pra você arrumar suas malas e se juntar a mim, mas isso não passa de uma metáfora, é óbvio. Em todo caso, duas pessoas podem querer coisas diferentes.
Vamos poupar o drama: vá atrás das suas prioridades, estudo, seja lá o que for. E quando surgir um tempo, se você resolver sentir minha falta, você tem o meu número.
A gente se esbarra, Nick.
Abby releu a carta notando o relevo da tinta e a estética. Não quis cerimônia: coloco-a debaixo da porta e estalou o salto da bota no piso do edifício com seus passos apressados.
Por alguma ironia inexplicável, não esperava por respostas. Arrumou o sobretudo, deu aquele último gole no café e pegou o metrô ciente de que a sua Odisséia poderia acabar ali mesmo.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha esse coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?
Cecília Meireles
sexta-feira, 26 de março de 2010
* Senti Saudade
Parecia um milagre que ele estava lá, com os braços abertos ainda esperando por mim. Ele veio me pegar, meu coração batendo erraticamente.
“Bem vinda de volta”, ele cochichou, me pegando nos braços.
Ele me embalou por algum tempo, até que eu reparei que as suas roupas estavam trocadas, seu cabelo estava macio.
“Você foi embora?”, eu acusei, tocando o colarinho da sua camisa nova.
“Eu não podia sair daqui com as mesmas roupas que cheguei- o que os vizinhos iam pensar?”
Eu fiz biquinho.
“Você estava profundamente adormecida; eu não perdi nenhum detalhe”, seus olhos me vislumbraram. “Você só começou a falar hoje cedo”.
Eu gemi. “O que você ouviu?”
Seus olhos dourados ficaram suaves. “Você disse que me amava”.
“Você já sabia disso”, eu abaixei a cabeça.
“Foi bom ouvir, do mesmo jeito”.
Eu escondi minha cabeça no ombro dele.
“Eu amo você”, eu sussurrei.
“Você é minha vida agora”, ele respondeu simplesmente.
Stephenie Meyer - Crepúsculo
“Bem vinda de volta”, ele cochichou, me pegando nos braços.
Ele me embalou por algum tempo, até que eu reparei que as suas roupas estavam trocadas, seu cabelo estava macio.
“Você foi embora?”, eu acusei, tocando o colarinho da sua camisa nova.
“Eu não podia sair daqui com as mesmas roupas que cheguei- o que os vizinhos iam pensar?”
Eu fiz biquinho.
“Você estava profundamente adormecida; eu não perdi nenhum detalhe”, seus olhos me vislumbraram. “Você só começou a falar hoje cedo”.
Eu gemi. “O que você ouviu?”
Seus olhos dourados ficaram suaves. “Você disse que me amava”.
“Você já sabia disso”, eu abaixei a cabeça.
“Foi bom ouvir, do mesmo jeito”.
Eu escondi minha cabeça no ombro dele.
“Eu amo você”, eu sussurrei.
“Você é minha vida agora”, ele respondeu simplesmente.
Stephenie Meyer - Crepúsculo
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
gradativamente o mal
…e então, a luz do abajur foi subitamente desligada. Procurei pela luz do relógio digital, mas, aparentemente toda energia elétrica havia sido interrompida. Olhei então em meu celular: 03:03. Eu deveria estar dormindo, na manhã seguinte havia uma apresentação importante do trabalho de conclusão de curso…Pensamentos vagam em minha mente. O vento começa a soprar de leve, e atravessa a fina tela da janela de meu quarto, provocando movimentos ondulatórios nas barras do lençol. Sento-me na cama e fico a observar o pedaço de céu visível da minha janela. Apenas a Lua aparece. Começo a achar lindo os movimentos das nuvens negras ao redor da Lua; algo tão sutil. O frio percorre minha espinha. Fecho os olhos. Porque comigo? Não havia necessidade de tanta dor, afinal, eu sempre me esforcei para ser o meu melhor… Está certo que de uns tempos para cá, tenho me corrompido. Mas, espere, eu consigo justificar-me. Corrompo-me apenas psicologicamente! Ainda não me corrompi moralmente…Ainda? Bom, quis dizer, talvez eu não me corrompa! Ah, talvez eu deva aceitar o fato de sempre haver uma possibilidade… Veja, eu estudo, respeito meus pais, pretendo ter um futuro… Futuro… Não uso drogas, nunca trai ninguém, tento ser amigo, desejo a morte… Morte. Essa palavra as vezes salta em meus pensamentos, como um grilo para perto da folhagem. Será que me acolho na escuridão da mão-gelada? Bobagem! É madrugada, o sono está me fazendo ter esses pensamentos desconexos. Medo. Um arrepio percorre minha alma.Não posso me matar, tenho tanto há fazer… Mas, seria interessante, matar…Alguém…Alguns… Quem sabe? A adrenalina percorrendo o sangue o veneno caindo o cinismo surgindo a frieza agindo a tortura dor frio morte. Algumas pessoas não mereciam viver. Elas apenas destroem os sonhos alheios… Destroem os meus sonhos, meus… Raiva. Um calor intenso percorre todo meu corpo.Está definido. Devem morre, ELE deve morrer. Vai ser algo tão bom, poderei rir sozinho pelo resto da vida, será como em um filme, mas sem a parte em que me descobrem… Irei substituir a faca do teatro! Lógico! Como não havia pensado nisso? Ele faz teatro e se mata na peça… Se eu trocar a faca que encolhe por uma normal, não precisarei sujar minhas mãos no asqueroso sangue dele. Mas, terei de tomar cuidado com álibis e digitais… Está decidido, ele morrerá na frente de todos. Eu serei o grande artista da noite. Fingirei espanto, dor, tristeza… Deviam me ovacionar por isso. Deviam. Mas, espere… Eu… Eu… Não tenho roupa para o velório! Terei de providenciar isso, sim. Eu acho que depois disso, ninguém, jamais, irá… Merda. Quem iria me mandar SMS essa hora?“Meu amor por você é incomensurável. Te amo meu bebê”Mas, que porra é essa? Eu não… Eu, matar, ódio, raiva, dor, vomite, amor, amor, raiva, ódio, vingança, amor, amor, amor, amor, amor…!Que nunca mais os mantos da escuridão me absorva, Senhor. Que pesadelo em vida, foi. Sono.
Texto: @ zeeishot - Love is Exception
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e os maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade. Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo. Isso é que libera a gente pra ser feliz de novo.
Martha Medeiros
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
A Impontualidade do Amor

Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.
Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?
Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.
O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito. A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.
Martha Medeiros
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Busca
Quem sou...
Já não sei quem sou.
Perdida entre as sombras do passado,
nas ruas tão escuras onde estou...
Perdi meu próprio Eu.
Já não me encontro.
Buscando ser feliz num mundo meu,
Somente me roubou quem tanto amei.
Morrer, sei bem não me convém,
Ainda que da vida já cansei.
Aos dias, seguem-se noites tão vazias.
E ás noites, tantos dias já nems sei.
Irei porém a caminhar,
Buscando a luz perdida no infinito.
Talvez consiga amor de tanto amar,
Talvez consiga um dia
O próprio Eu perdido, encontrar.
Maria Beatriz Campos
[Foto]
Já não sei quem sou.
Perdida entre as sombras do passado,
nas ruas tão escuras onde estou...
Perdi meu próprio Eu.
Já não me encontro.
Buscando ser feliz num mundo meu,
Somente me roubou quem tanto amei.
Morrer, sei bem não me convém,
Ainda que da vida já cansei.
Aos dias, seguem-se noites tão vazias.
E ás noites, tantos dias já nems sei.
Irei porém a caminhar,
Buscando a luz perdida no infinito.
Talvez consiga amor de tanto amar,
Talvez consiga um dia
O próprio Eu perdido, encontrar.
Maria Beatriz Campos
[Foto]
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Rhanna
Hoje quero ser vários,Em si e em ti,
Brindar à vida, sóbrio,
como pouco ainda vivi.
Do amor quero ser sócio,
Cobrir sem cobertor,
Redescobrir o descoberto,
Cheirar minha linda flor.
Em ti sempre estarei.
Minha linda flor, quero cheirar.
Nunca pra alguém te neguei,
Prometo, você vai gostar.
Quem acredita sempre alcança.
Se duvida, prove então.
É só voltar a ser criança
Pra ligar o coração.
Só contigo assossego,
Não quero ver-lhe partir.
Repito: nunca te nego.
E agora, não vou dormir.
Em ti sempre estarei,
Se feliz assim for.
Quem sabe lhe conquistei,
Quero cheirar minha linda flor.
Danilo Neiges
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