quinta-feira, 29 de julho de 2010

Proximidade



Cuidado... A proximidade pode causar arrepios!

Replay

Alguns passos são iguais aos do passado, só espero que seja um caminho diferente...

domingo, 18 de julho de 2010

Meu paraíso


Eu nunca me canso de ser sua platéia, deitada na cama com sua camisa, enquanto você toca violão no banquinho.
Sua voz rouca e profunda tomando todo o quarto no momento em que o Sol da manhã penetra pela janela, acentuando o acobreado dos seus lindos cabelos.
Você deixa o instrumento de lado ao me ver sorrir, coloca Beatles no player e deita comigo.
Não precisamos de "Bom dia" ou de qualquer palavra, basta o toque dos seus dedos percorrendo os botões da camisa.
Meu paraíso particular.

terça-feira, 13 de julho de 2010

A Primeira vez


Você sempre me disse que sua maior mágoa, era eu nunca ter escrito um texto sobre você. Nem que fosse te xingando, te expondo. Qualquer coisa. Você sempre foi o único homem que me amou. E eu nunca te escrevi nem uma frase num papelzinho amassado. Você sempre foi o único amigo que entendeu essa minha vontade de abraçar o mundo quando chega a madrugada. E o único que sempre entendeu também, o porque de eu dormir chorando, porque era impossível abraçar sequer alguém, o que dirá o mundo. Outro dia eu encontrei um diário meu, de 99, e lá estava escrito “hoje eu larguei meu namorado sentado, e dancei com ele no baile de formatura”. Ele, no caso, é você. Dei risada e lembrei que em todos esses anos, mesmo eu nunca tendo escrito nenhum texto para você, por diversas vezes larguei vários namorados meus, sentados, e dancei com você. Porque você é meu melhor companheiro de dança, mesmo sendo tímido e desajeitado. Depois encontrei uma foto em que você está com um daqueles óculos escuros espelhados de maconheiro. E eu de calça colorida daquelas “bailarina”. E nessa época você não gostava de mim porque eu era a bobinha da classe. Mas eu gostava de você porque você tinha pintas e eu achava isso super sexy. E eu me achei ridícula na foto, mas senti uma coisa linda por dentro do peito. Aí lembrei que alguns anos depois, quando eu já não era mais a bobinha da classe e sim uma estagiária metida a esperta que só namorava figurões (uns babacas na verdade), você viu algum charme nisso e me roubou um beijo. Fingindo que ia desmaiar. Foi ridículo. Mas foi menos ridículo do que aquela vez, ainda na faculdade, que eu invadi seu carro e te agarrei a força. Você saiu cantando pneu e ficou quase dois anos sem falar comigo.
Eu não sei porque exatamente você não mereceu um texto meu, quando me deu meu primeiro cd do Vinícius de Morais. Ou quando me deu aquele com historinhas de crianças para eu dormir feliz. Ou mesmo quando, já de saco cheio de eu ficar com você e com mais metade da cidade, você me deu aquele cartão postal da Amazônia com um tigre enrabando uma onça.
Também não sei porque eu não escrevi um texto quando você apareceu naquela festa brega, me viu dançando no canto da mesa, e me disse a frase mais linda que eu já ouvi na minha vida “eu sei que você não gosta de mim, mas deixa eu te olhar mesmo assim”. Talvez eu devesse ter escrito um texto para você, quando eu te pedi a única coisa que não se pede a alguém que ama a gente “me faz companhia enquanto meu namorado está viajando?”. E você fez. E você me olhava de canto de olho, se perguntando porque raios isso acontecia com você. Talvez porque mesmo sabendo que eu não amava você, você continuava querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de todas as outras pessoas que diziam estar comigo. Depois você começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar de mim. E eu podia ter escrito um texto para você. Claro que eu senti ciúmes e senti uma falta absurda de você. Mas ainda assim, eu deixei passar em branco. Nenhuma linha sequer sobre isso. Depois eu também podia ter escrito sobre aquele dia que você me xingou até desopilar todos os cantos do seu fígado. Eu fiquei numa tristeza sem fim. Depois pensei que a gente só odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode me xingar quanto você quiser desde que isso signifique que você ainda gosta um pouquinho de mim.
Minhas piadas, meu jeito de falar, até meu jeito de dançar ou de andar. Tudo é você. Minha personalidade é você. Quando eu berro Strokes no carro ou quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo é você. Quando eu coloco um brinco pequeno ao invés de um grande. Ou quando eu fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo é você. Eu sou mais você do que fui qualquer homem que passou pela minha vida. E eu sempre amei infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha, eu escrevi sequer uma palavra sobre você. Até hoje. Até essa manhã. Em que você, pela primeira vez, foi embora sem sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que você simplesmente foi embora. Como se eu fosse só mais uma coisa da sua vida, e que você é cheio dessas coisas. E que você usa para não sentir dor ou saudade. Foi a primeira vez que você me deixou te olhar, mesmo você não gostando de mim.
E foi por isso, porque você deixou de ser o menino que me amava e passou a ser só mais um que me usa, que você, assim como todos os outros, mereceu um texto meu.

Por Tati Bernardi

PS: Peguei o texto no Depois dos Quinze, que alías, está cada vez mais perfeito....

sexta-feira, 9 de julho de 2010



"- Nossa, você precisa conhecer a prima dele. Ela é muito gostosa"
Em momentos como esse, ouvindo frases como essa, eu lembro porque ainda estou sozinha.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Inside


As palavras faladas sempre foram, para mim, difíceis
Eu odeio a inércia, seja ela minha ou alheia
Os dias frios são mais agradáveis
Meu pensamento corre mais que meus pés
Para você, minha fuga pode parecer futilidade
Mas, para mim, a futilidade é a fuga
Café expresso
Casaco
Romantismo é ser moderno
Algumas pessoas se tornaram insuportaveis
Outras, eu nem sei o que aconteceu
Me sinto mais sozinha a cada dia
Sentimentos me incomodam
Prefiro desejar, é mais simples que sentir
Meu coração dói
Meu corpo questiona
Espero as mudanças
E quando elas chegam, eu sofro
Começa tudo de novo, meu mundo cai
Eu não sei quem sou


She lives in a fairy tale
Somewhere too far for us to find ♪♫

sábado, 19 de junho de 2010

O Segredo

E toda manhã, só de saber que nos encontraríamos, eu acordava com a nossa música predileta no despertador.
E mesmo que chovesse, o sol brilhava sobre mim.
Eu vestia a melhor roupa e passava o perfume mais suave, aquele que lhe agradava.Tudo para ele.
Uma sensação indescritível, uma emoção incomensurável.
Não era uma regra, mas eu sempre chegava primeiro, só para vê-lo entrar na escola, com o sorriso mais doce e o olhar mais encantador. Meu sentimento não era em vão.
Estávamos no mesmo grupo de estudos, formávamos a dupla nas aulas de laboratório, íamos as estréias de filmes juntos e toda tarde de domingo sentávamos em frente a sua casa para presenciar o por do sol e confidenciar nossos segredos.
Fomos feitos um para o outro, até aquela noite de sábado.
Eu escrevia no meu diário quando a campainha tocou. Deixei-o aberto sobre a escrivaninha, junto com meus livros, e desci sem exitar.
Era ele. Abri a porta e lá estavam aqueles olhos claros e brilhantes me olhando. Havíamos combinado de fazer uma maratona de filmes.
Ele subiu para pegar os filmes e eu fiz a pipoca. Não estranhei a demora, ele devia estar brincando com a bola de basquete do meu irmão.
Foi a melhor noite, rimos, choramos, comemos e cochilamos nos filmes chatos. Já de manhã nos despedimos com um abraço – de uma maneira diferente, até estranha – e então ele se foi.
Só ai eu senti a dor, aquela que me tomava toda vez que tínhamos de nos separar, porém, esta foi de arrebatar, era insuportável. Subi para o quarto para me recuperar e lá estava, sobre meu diário fechado, o bilhete mais doloroso de todos:
“Querida Jullie, hoje descobri que seu maior segredo é o mesmo que o meu. Só não te contei antes por medo de não ser correspondido. Este é o dia mais feliz e mais triste da minha vida, pois tenho uma viagem para o Japão marcada ás 10 horas de amanhã. O resultado do meu exame foi positivo e farei meu tratamento lá.
Não esqueça de quem te amou tanto um dia.”
Eu poderia negar a mim mesma que o autor daquelas palavras era o meu mais profundo amor, mas a caligrafia era inconfundível, com suas curvas e deixas.
Foi a ultima vez que o vi passar por aquela porta.

domingo, 6 de junho de 2010

Heart


Por favor, peço que me perdoe , não me condene.
Sei que você não entende o porquê de tudo isso, mas confie em mim, é para o nosso bem. Estou pensando em ambas as partes.
Tenho me mantido longe de quaisquer indícios de problemas, de sentimentos que podem nos fazer mal – carinho, atração, olhares , sorrisos e até mesmo a carência. Eles são nossos maiores inimigos, nos fazem acreditar, iludir e depois ficamos assim, em pedaços.
Muitas vezes me proíbo de sonhar, justamente para não cometermos os mesmo erros. Não gosto de contos de fadas, prefiro amores que durem mais que algumas páginas.
Algum dia, poderemos acreditar de novo, nos entregar perdidamente, amar incondicionalmente, mas não como antes, será diferente. Estaremos nos braços de quem nos quer por inteiro e verdadeiramente. Mesmo que as marcas do passado ainda estejam lá.
Não se preocupe, estamos seguros dentro do nosso casulo, fora do mundo real.
Não posso me permitir te machucar mais uma vez. A final, quando tudo acaba, quem suporta as dores é você. Não é, Coração?

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Just a Child



Para alguns, eu posso estar sendo dramática. Outros, talvez, me entenderão.
O fato é que estou prestes a completar 20 anos. Seria lindo se não fosse trágico.
Ok, trágico é uma palavra exagerada. O termo “frustrante” se encaixaria melhor.
Todo ano eu espero, ansiosamente, pelo dia mais lindo do ano, o dia dos namorados, meu aniversário. Mas, em 2010 eu só queria poder adiar esta data.
Tudo está indo tão rápido que eu gostaria de ir mais devagar, ou até mesmo parar.
Desde que eu tinha quinze anos, minha vontade era sair de casa assim que eu atingisse a maioridade. Como se fosse fácil assim. Só descobri que não era simples quando já estava com dezoito anos.
Bem, conseqüente a essa “decepção”, outras vieram. Não fui para a faculdade quando acabei a escola e, a principal serventia do meu curso de nutrição, foi me certificar de que eu não seguiria aquela profissão.
Claro, não foram anos perdidos. Sei que tudo tem um lado bom, mas infelizmente , esse ponto de vista não me ajudou a sair do lugar.
Já não posso reclamar do meu emprego (agora sou funcionária pública), e finalmente iniciei meu curso de teatro. Essas são, com certeza, as melhores coisas que me aconteceram. Porém, ainda não são suficientes, terei de adiar meus planos mais uma vez.
Eu estou frustrada com tudo o que deixei de fazer nesses longos anos. Se pudesse, voltaria aos meus 11 anos e faria tudo o que não fiz.
Mas como explicar a uma criança que ela precisa amadurecer, e tão rápido?

sábado, 29 de maio de 2010

Maybe

weheartit


Talvez, meu maior defeito tenha sido querer demais e não querer nada.
Talvez, eu não tenha sido suficiente: bonita, inteligente, companheira...
Pode ser que eu não tenha ligado vezes bastantes, ou que minha voz não fosse a sua preferida.
Provavelmente, meus abraços não te aqueciam e nossos olhares não completavam a conexão.
Quem sabe meu toque não te despertava e eu não era a garota da sua vida.
Suposições..
Mas de uma coisa eu tenho certeza: eu fui eu mesma com você.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

#Cold

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Change - Parte 3



Eu continuei caminhando assim, as crises diminuíam, mas a dor ficava.
Cometia sempre os mesmos erros, as mesmas tolices, fazia as mesmas perguntas, chorava pelas mesmas pessoas e desistia, exatamente, no mesmo ponto.
Eu não cresci, não amadureci e não aprendi a viver.
Hoje, eu vejo meu passado de um modo crítico, algo que precisa ser recuperado para que eu possa seguir adiante. E o pior, sei que se eu não mudar, minha vida sempre será morna, mais-ou-menos, nem boa e nem ruim. Eu quero mudança e agora.
Ps: Como diria minha querida professora de teatro "Você tem a chave para todas as caixinhas que estão dentro de você"

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Nota


As coisas mudaram um pouquinho.
No começo desse mês eu mudei de emprego. Com o antigo eu ficava online a qualquer momento, mas agora, o meu trabalho é de campo (na rua) e já não tenho acesso nem ao computador no horário comercial.
Por isso, peço desculpas, aos blogueiros e visitantes queridos que sempre visitam esse espaço, pela falta de tempo para postar com mais frequência e variedade. Mas espero que isso nunca me faça parar de postar.
Mesmo com um espaço curto de tempo continuo apreciando o trabalho dos blogs amigos, mesmo que não tenha deixado comentário.
Só pra constar....


P.S. R, não estou conseguindo postar comentários no blog Apenas Mais uma História e não sei se o problema é no meu computador ou no seu...Bem, é isso.

Change - Parte 2


weheartit

Em partes, eu voltei a ser como era.
Passei a estudar no período noturno e fazia um curso de período integral que, por acaso, eu amava.Não só as matérias, mas também as pessoas e o lugar. Tudo continua vivo em mim.
Mas eu estava incompleta. Meus sentimentos eram bombas prestes a explodir, meus dias eram conflituosos entre a felicidade e a tristeza.
Para minha sorte, eu sempre tive pessoas para me ajudar:
Meus amigos, que me entendiam e me davam suporte quando eu ameaçava desabar.
Minha família. Essa era a parte complicada. Eles tentaram me ajudar durante muito tempo, mas eu não conseguia me abrir e em casa, meus sentimentos eram entendidos como mal-humor, ou melhor – ainda são, e eu saio como chata.
Anos se passaram e as coisas foram piorando. Minha indecisão continuava e meu mal-humor também. Eu estava cada vez mais perdida.



Continua...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Change - Parte 1

weheartit

É impossível saber, exatamente, quando tudo começou.
Não há data fixa, as pessoas simplesmente crescem e amadurecem – ou não.
Eu tinha mais ou menos quinze anos quando percebi as alterações.
Eu, que era tão decidida quanto à minha profissão, agora estava vacilante. Estudar, que sempre fora rotina, virava tédio. Todo o meu querer se resumia em diversão e amigos. Era uma diversão saudável, mas que me afastava das coisas realmente importantes.
Talvez tenha sido nesse ponto que minha família passou a integrar o “segundo plano”, mas nem se quer percebi. Eram brigas e mais brigas, contraste de opiniões, e estava tão cega que não aceitava uma resposta negativa – coisa de criança mimada, algo que nunca fui.
Lembro-me claramente do dia em que briguei com todos os meus amigos de uma vez só. Sim, todos. Só mais tarde fui perceber que algumas amizades eram verdadeiras.Mas ainda assim, foi horrível. Eu odeio brigar com as pessoas, não gosto de pedir desculpas.Não por orgulho, mas simples palavras não me impediriam de repetir o ato. O que seria péssimo.
Bem, nada dura para sempre.
O tempo foi passando, as brigas diminuíram e eu percebi que a vida não era só o meu mundinho. Tudo ficou estranho e confuso.

Continua...