domingo, 10 de abril de 2011

Para Não Sentir Dor


Para não sofrer eu vou me drogar de outros, eu vou me entupir de elogios, eu vou cheirar outras intenções. Vou encher minha cara de máscaras para não ser meu lado romântico que tanto precisa de um espaço para existir ridiculamente.
Não vou permitir ser ridícula, nem uma lágrima sequer, nem um segundo de olhar perdido no horizonte, nem uma nota triste no meu ouvido. Eu sei o quanto vai ser cansativo correr da dor, o quanto vai ser falso ignorar ela sentada no meu peito. Mas vou correr até minha última esquina. Vou burlar cada desesperada súplica do meu coração para que eu pare e sofra um pouquinho, um pouquinho que seja para passar.
Suor frio da corrida, sempre com sorriso duro no rosto e o medo de não ser nada daquilo que você me fez sentir que eu era. Muita maquiagem para esconder os buracos de solidão. Muita roupa bonita para esconder a falta de leveza e de certeza do meu caminho.
E por que vendo tanto meu corpo e tão pouco minha alma? Porque quero ver você comprando o que realmente quer e não enganando querer para levar a promoção.
Cansei das promessas de compra e das devoluções gastas do meu corpo. Cansei de expor minha alma se no fim tudo acaba mesmo. Então tá aqui ó: peitinhos, coxas, barriga e o buraco que você tanto quer.
Leve de uma vez e me engane por alguns dias. Você é igual a todos os outros e todos os outros são: lixo. O amor não existe, e, se existe, não dura pra sempre. E, se não dura pra sempre, não é amor. E nada dura pra sempre. E então o amor não existe.
Estou amarga com simplicidade, e isso é relaxante já que vivo cheia de complicações. A amargura é muito mais simples que a esperança. Estou triste do tamanho do buraco sem vida que você deixou em mim, uma concavidade sonhadora que ainda pulsa um desejo que ao mesmo tempo enoja.
Ainda sinto você aqui dentro e toda a energia boa de vida que esta lembrança poderia gerar em mim, mas essa energia sem escape, sem válvula, sem história, essa energia inocentemente transformada em ódio, só carrega ondas que me corroem por dentro.
Mas para não sentir dor eu vou jurar ao último ouvido do meu universo o quanto você é descartável. O quanto sua molecagem não permitiu nenhuma admiração de minha parte.
Para não sofrer não vou permitir minha cabeça no travesseiro antes do cansaço profundo e sem cérebro. Não vou permitir admirar coisas da natureza porque talvez eu me lembre de você ao ver algo bonito.

Não vou permitir silêncios porque é aí que o meu fundo transborda e a tristeza pode me tomar sem saída. Eu vou continuar deixando a minha cabeça me martelar porque toda essa confusão é ainda menos assustadora do que a calmaria da verdade.
A verdade é a frieza do mundo, é a podridão dos desejos, são as mentiras que a gente inventa para os outros e acaba acreditando. A verdade é que mais cedo ou mais tarde você será traído, porque todo mundo tem medo de viver a entrega. A verdade é que ninguém se entrega porque ninguém se tem. A verdade é que não estamos aqui, estamos em algum lugar seguro vivendo nossas vidas medíocres. A verdade é que todo esse perfume é vergonha de nossa essência, todas essas marcas são vergonha do nosso corpo, todo esse charme despretensioso é vergonha de nossas fraquezas. A verdade é que nada é inteiro porque até o inteiro para ser todo precisa ter seu lado vazio. A verdade é que não dá para fugir da dor, e eu continuo correndo, correndo, correndo e não saindo do mesmo lugar.

Tati Bernardi.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Telefone



Dizem que para que um plano dê certo, é preciso passar por três fases. A primeira é planejar, então devemos escrever e, só depois, fazer. Três passos indispensáveis.
Para ela, faltava o ultimo. 
Oito dígitos; cinco palavras. Ela havia escrito num papel de rascunho, com letras relativamente grandes. Não queria que nada pudesse amedrontá-la.
Discou os número. Um, dois, três toques seguidos por uma voz rouca dizendo "alô"." Eu não te amo mais", foram as palavras ditas, uma frase quase gritada. Não precisou ler, nem ao menos pensar.
Enquanto as palavras ecoavam dentro de sua mente, ela apoiou o telefone no gancho. Só então percebeu o quanto estava decidida, o quanto estava viva. Livre.
Dez anos haviam se passado desde o primeiro beijo, - quando ainda eram dois inocentes. Não foram anos perdidos, mas sim aprendidos. 
Agora, ela sorria - estarrecida - para uma nova vida. 


PS: peço desculpas por estar sumida,  tanto daqui quanto dos blogs das minhas queridas, mas prometo que quando a inspiração me invadir, estarei aqui.

sábado, 12 de março de 2011


É em lugares como esse que eu tenho meus momentos, regada a Coca-Cola, cheios de pessoas empolgadas pela música e pelo excesso de álcool.
São meus e únicos.
Para observar e chegar a conclusão de que não há conclusões, apenas Epifanias.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Eu Amo: Oxford




















segunda-feira, 31 de janeiro de 2011


"- Não consigo ser como esses casais, sabe? Que andam grudados pelo corredor e se beijam nos intervalos. Mostrando ao mundo o que está rolando. Não é da conta deles, entende?
- Você não precisa ignorá-lo!
- Eu não o ignoro.
- Ah, não?
- Talvez um pouquinho. Só em público.
-Você fica tentando atrair a atenção dele.Se vestiu como a mulher maravilha... Ela tem um jato invisível, não um namorado invisível. Ou você é muito má ou tem algo mais acontecendo.
-Não sei porque ele gosta de mim. Ele é tão mais inteligente e não temos nada em comum. Ele vai se entediar comigo, como acontece com os outros caras. Se souberem que estamos saindo saberão quando ele terminar comigo. E ele vai."

The O.C - 1ª Temporada - Episódio 20: The Telenovela

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Lost or Loser


Eu tenho procurado o texto perfeito, palavras organizadas que definam isso. (Ou aquilo?) A cada novo dia, quando o despertador toca às 04:55 da manhã, eu não penso em nada.(Ou será tudo? É desconfortável viver no "automático": responder bom dia sem notar que o movimento dos lábios mostra um sorriso.
Amarelo. Não de cor. De vida. Sem vida.
Faço o que tenho que fazer. Dia longo. Dia curto.
Estou online novamente ou será que apenas fiz login?
Setenta e um nomes. Lista vazia, exceto por alguns.
Não há emoção, não há inspiração.
Não falo, não respondo, não comento. Vejo.
Entendo os escritos com clareza.
Eu realmente quero me encontrar, ou quero me perder de vez.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Coisa de Sangue


Laços de sangue não podem ser desatados, mas podem afrouxar...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Inside me



Não é uma questão de estar entre quatro paredes como eu havia dito.
Você veio a descobrir algumas noites depois.
Fazia menos de 10° lá fora e já passava das três da manhã, eu te olhava querendo dizer mil coisas, mas as palavras se transformavam em sussurros quando você me perguntava no que eu estava pensando. Eu poderia ter dito a verdade: "estou pensando no quão perfeito você é". Preferi não pronunciar essas palavras. Não quis te assustar.
Não faz parte da intimidade. Não é algo que acontece com um doce beijo.
E agora, tanto tempo depois, talvez eu aceite que essa falta faça parte de mim.
Por muitas vezes joguei palavras ao vento, que chegavam a quem não as entendia. Não quis fazer de novo, seria me expor novamente, seria dizer o que você não gostaria de ouvir, seria calúnia contra mim...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

#Inspire-se





terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Começo e Fim


E de onde vem esses amores rápidos?
Para onde vão?
Com  que intensidade devem ser sentidos?
Sobre qual fogo ardem?
Labaredas e cinzas.
Como começo e fim.

** A Juliana Lima, do Blog Desvario de Colombina, escreveu um texto belíssimo com a resposta desse simplório poema. Vejam.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Harry Potter e as Relíquias da Morte


A primeira parte do final, o lugar onde tudo acontece. Segredos, amores, mortes... The End Begins.
Só quem sente pode entender.
* Fui porque a pré-estréia me espera*

Beijos

segunda-feira, 1 de novembro de 2010


Eu só preciso de um trem em alta velocidade, montanhas e campos servindo de paisagem, uma caneta e um pedaço de papel.
Estou deixando meu passado. Não importa onde, estou escondendo meus sentimentos nas palavras que serão jogadas ao vento, logo após serem escritas.
Letras deformadas e borrões.

sábado, 30 de outubro de 2010

Underground


Talvez eu não seja tão crescida assim.

"Creeping out
Spinning around
I'm underground
I fall down
Yeah I fall down

I'm freaking out
Where am I now?
Upside down
And I can't stop it now
It can't stop me now"

quinta-feira, 14 de outubro de 2010


Eles pensam que é tudo culpa de uma glândula, mas nós sabemos que o culpado é um músculo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Let me here...


Eu quero ficar na internet até de manhã e ver o sol nascer, tomar café em uma cadeira de balanço enquanto leio as cartas que escrevi e não mandei.
Deixar o por do sol me aquecer por entre os vãos da janela pra me lembrar de um novo fim.
Quero não pensar em nada e esquecer que o mundo existe.